Esse espetáculo veio apra Lorena, pelo circuito Sesc de artes e com a promoção e apoio da Secretaria de Cultura da Cidade de Lorena.
Foi um espetáculo maravilhoso, uma lição de vida. Todas as imagens foram feitas com um nó na garganta.. rs
Segue abaixo a descrição da peça...
Ele – que é deficiente físico – traz à cena não somente o gosto pela dança, mas uma mensagem implícita de que os caminhos das possibilidades estendem-se para todos. Basta tomar a si o encargo de caminhar. Como uma peça que não se concluiu – igual à própria vida, sempre em construção – o espetáculo tem um roteiro desenhado pelo autor que preenche 80% de sua duração; outros 20% foram destinados à improvisação. Conforme a resposta da plateia e a consequente energia que emana do momento, o improviso pode durar mais. Ou menos. Abranches dedicou cerca de dois anos em pesquisas até sentir-se apto a colocar “D… Equilíbrio” no palco. Está com ele em cena há cinco anos, sendo visto não somente no Brasil, como também no exterior. “D…Equilíbrio” inspirou-se especialmente no filme “Bicho de Sete Cabeças”, de Laís Bodanzky, adaptado do livro “Canto dos Malditos” de Austregésilo Carrano, que tem na superação o tema recorrente. O bailarino chegou a conhecer o escritor. Após a morte de Carrano, em 2008, Marcos Abranches sentiu que o espetáculo sofreu uma transformação sutil, porém palpável. “Cresceu muito, não só a parte técnica, como também a artística”. Um dos motivos que levam o artista ao palco é o seu desejo de “poder trabalhar o ponto de equilíbrio das pessoas, do ser humano em geral”, confessa. Generoso, quer partilhar com os outros sua visão de vida, focada no ato da libração – palavra que define o movimento oscilante de um corpo até tornar-se equilibrado. “Talvez seja realmente esta a minha missão. Quando Deus colocou a dança em minha vida, não me perguntou se eu a queria ou não. Simplesmente colocou.” Os anos seguintes deram-lhe todas as respostas. A dança é uma oportunidade que Marcos Abranches tem de discorrer sobre essa filosofia que carrega – a de disponibilizar-se a abraçar a vida. A deficiência física da qual é portador não faz de Marcos Abranches um diferente, e esse é outro ponto de honra de sua profissão como bailarino, e como cidadão. A igualdade está presente em si, a palavra “deficiência”, percebe-se, é usada pela falta de outra mais apropriada. Deficiência, para ele, é a infelicidade, ausência de perspectivas, derrotas que a pessoa cria para si.
Saldo do dia:
Horas trabalhadas - 1 hora
Total de Clicks - 644











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